quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ao navegante - mor,

É. parece que nosso barco tá mesmo furado. e furado de um jeito que nem todos os remos e remendos do mundo nos farão navegar como antes. me dói dizer isso, mas desisto. desisto de ti. desisto de nós.
sinto muito, mas minhas doses de amor já evaporaram há muito. já se esvaíram pelos poros do barco. agora só me resta saltar para um outro, em busca de um novo litoral.
com todo meu sentimento,
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.