quarta-feira, 14 de julho de 2010


Cinco horas. O sol já havia baixado.
Posso ir agora? – perguntou a criança ansiosa olhando para o relógio – Já fiz todo o meu dever de casa.
Sim – disse a mãe.
Correu para vila, deu idéia nas brincadeiras, mas ficou de fora.
Mas eu sei jogar – berrou em vão. Eu sou boa nisso – insistiu.
Mas não adiantou.
Levantou a cabeça e voltou para casa... abafada.
Que cara é essa? – perguntou a mãe. O que aconteceu? – insistiu.
E a criança rebentou-se em lágrimas.
Parecia o fim do mundo, o fim da vida.